Você sabe que comer peixe é uma opção saudável. Isso é verdade, mas antes de ingerir este alimento, é preciso saber de onde ele vem. Isso porque existe uma grande diferença entre peixes selvagens e peixes de cativeiro.

As fazendas de peixes produzem animais para serem vendidos no supermercado com altas concentrações de antibióticos, pesticidas e baixos níveis de nutrientes saudáveis.

Pesquisas do “Agricultural Research Service” dos EUA, descobriram que os peixes de cativeiro têm menos ácidos graxos ômega 3 do que os peixes selvagens e um teor de proteína 20% menor.

Uma revisão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou essa informação. Os peixes de cativeiro são mais gordos e possuem uma alta concentração de ácidos graxos ômega-6. Desequilíbrios nos níveis de ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 podem contribuir para inflamações no corpo.

Saiba mais sobre o equilíbrio ideal entre ômega 6 e ômega 3 no organismo

Conheça agora sete perigos que peixes de cativeiro podem oferecer

1 – Antibióticos

alimentacao-cuidado-com-os-peixes-criados-em-cativeiro

Peixes criados em fazendas recebem antibióticos para evitar doenças que resultam das condições superlotadas em que vivem. Como resultado da ingestão de grandes quantidades de carne e peixe cheios de antibióticos, as pessoas estão se tornando resistentes ao tratamento com esses medicamentos.

2 – Pesticidas

Alguns piscicultores também tratam seus peixes com pesticidas para combater pragas que podem matar até 95% da migração de salmão selvagem juvenil.

Os pesticidas que foram proibidos durante décadas concentraram-se na gordura de várias espécies marinhas.

Essa gordura é usada na ração que as fazendas de peixes usam, e estudos do “Environmental Working Group”, descobriram que os bifenilos policlorados (PCBs) causadores de câncer podem aparecer em salmões criados em fazendas.

3 – Dibutyltin

alimentacao-cuidado-com-os-peixes-criados-em-cativeiro-2

O dibutyltin é um composto químico usado em plásticos de PVC. O dibutil-estanho pode interferir nas respostas imunes normais e no controle da inflamação em animais e humanos.

Um estudo publicado em “Environmental Health News” descobriu que essa substância pode estar contribuindo para o aumento de alergias, asma, obesidade e outros distúrbios metabólicos e imunológicos em humanos.

Os cientistas descobriram que o dibutil-estanho nos mexilhões criados em fazendas é mais de seis vezes maior do que o dos mexilhões silvestres.

4 – Difenil polibromado

Em um artigo publicado em “Environmental Research” pesquisadores descobriram níveis de difenil éter polibromado (PBDE), um químico usado para combater as chamas, em altos níveis em peixes criados em fazendas.

Os cientistas acreditam que tanto os peixes como as concentrações crescentes nos oceanos abertos estão contribuindo para altos níveis de PBDE em peixes e humanos.

5 – Dioxinas

Outro estudo, conduzido pela Universidade de Nova Iorque, descobriu que os níveis de dioxina em salmões criados em fazendas são 11 vezes mais altos do que em salmões selvagens.

As dioxinas são altamente tóxicas prejudicando os sistemas endócrino, imunológico, nervoso e reprodutivo e além disso são cancerígenas.

Elas ficam armazenadas por um longo tempo no corpo: sua meia-vida em células adiposas é de sete a 11 anos.

6 – Cantaxantina

alimentacao-cuidado-com-os-peixes-criados-em-cativeiro-3

A cantaxantina é um pigmento sintético usado para adicionar a cor rosa ao salmão criado na fazenda. Já o salmão selvagem obtém sua cor naturalmente, alimentando-se de krill.

A cantaxantina é um composto encontrado em pílulas de bronzeamento artificial. Estudos feitos nos Estados Unidos descobriram que a cantaxantina pode afetar pigmentos na retina do olho, levando a uma proibição do seu uso no Reino Unido, mas não nos EUA.

7 – Prejudicam o Meio Ambiente

O professor da Universidade da Colúmbia Britânica, Daniel Pauly, chama os cativeiros de “fazendas de suínos flutuantes”. Isso porque enormes quantidades de ração de peixes se acumulam no fundo do mar criando um terreno ideal para bactérias que ameaçam outras espécies marinhas.

E quais os benefícios dos peixes selvagens?

alimentacao-cuidado-com-os-peixes-criados-em-cativeiro-4

O salmão selvagem é muito rico em ácidos graxos ômega-3. Essas gorduras são conhecidas como ácidos graxos essenciais. Nossos corpos não as produzem, então devemos obtê-las através da alimentação ou suplementos.

O salmão capturado na natureza também tem um equilíbrio saudável de ácidos graxos ômega-3 e ômega-6. Quando você tem muitos ácidos graxos ômega-6 em seu corpo, pode ocorrer inflamações.

Peixes de água fria, como o salmão, são uma boa fonte de vitamina D, um nutriente extremamente importante, essencial para uma ampla variedade de funções corporais.

O sol é a sua melhor fonte de vitamina D, mas como a maioria das pessoas não recebe sol suficiente nos meses de inverno, o salmão selvagem é uma ótima maneira de adicionar mais dessa vitamina à sua dieta. Você também pode encontrar bons suplementos com esse nutriente.

O salmão selvagem também é rico em proteínas saudáveis, selênio, niacina, vitamina B12, fósforo, magnésio e vitamina B6.

Suplementos como opção

Uma forma fácil e segura de obter esses nutrientes em sua dieta é através de bons suplementos.

Eles são livres de metais tóxicos e contém a quantidade ideal de nutrientes que você precisa por dia. Além disso, é muito fácil incorporá-los na dieta: basta tomar as cápsulas com água!

Gostou deste conteúdo? Então repasse-o para seus amigos, afinal compartilhar saúde é Vital!

Referências:
ewg.org/research/pcbs-farmed-salmon
agresearchmag.ars.usda.gov
ehn.org
cbsnews.com
hindawi.com/journals
draxe.com
Como escolher um bom ômega?

A grande missão da Vital Âtman é promover a saúde

Baixe gratuitamente o e-book: Como escolher um bom ômega?

Baixe nosso E-book grátis