A nossa lágrima, produzida nas nossas glândulas lacrimais, tem muito mais funções do que transbordar em momentos de grandes emoções, ela tem o papel de lubrificar, proteger e limpar nossos olhos na presença de micróbios e substâncias estranhas, sendo composta por água, sais minerais, proteínas e gordura.

Qualquer problema na fabricação da lágrima pode ressecar os olhos, afetando a córnea e a conjuntiva e levando a desconfortos como secura, vermelhidão, coceira, ardor, sensação de corpo estranho e de “areia” nos olhos, que são os sintomas clássicos da síndrome do olho seco. Em casos mais severos, esta síndrome também pode levar à fotofobia, dificuldade de movimentar as pálpebras e maior produção de muco nos olhos.

As mulheres mais velhas estão mais propensas a terem a síndrome do olho seco. A causa aparente desta patologia é a redução da função das glândulas lacrimais e a perda do componente aquoso da lágrima, o que pode ser acarretado devido ao envelhecimento, anormalidade nas pálpebras ou à presença de doenças sistêmicas e autoimunes como síndrome de Sjögren, artrite reumatoide e lúpus. Alguns medicamentos também podem levar ao ressecamento dos olhos, dentre eles estão alguns antidepressivos, os antialérgicos e os betabloqueadores.

Os fatores ambientais são outra possível causa da síndrome do olho seco, quando há evaporação excessiva da água e ressecamento do ambiente, o que pode ser ocasionado, inclusive, por ar condicionado. Computadores, smartfones e tablets devem ser usados com cautela, pois a luz intensa desses aparelhos pode secar os olhos, uma vez que piscamos menos enquanto estamos em frente às telas.

Tratamento

O tratamento convencional da síndrome do olho seco é realizado com a administração de lubrificantes oculares, na forma de colírio ou pomada, ajudando no alívio dos sintomas, mas é preciso conhecer o que está causando a síndrome para excluir qualquer possibilidade de um problema maior.

Prevenção

Para a prevenção e como forma de auxiliar o tratamento da síndrome do olho seco, o óleo de linhaça e o óleo de peixe, ricos em ácidos graxos essenciais ômega 3, têm demonstrado ser uma excelente opção. Por conterem agentes anti-inflamatórios e propriedades de alterações de lipídios, o óleo de linhaça e de peixe reduzem inflamações do corpo todo, inclusive da superfície ocular, onde atuam sobre a inflamação das glândulas de produção de lágrimas.

Os ácidos graxos essenciais presentes na linhaça e no óleo de peixe trazem inúmeros benefícios para a saúde, incluindo a prevenção ou alívio dos sintomas dos olhos secos, como ardor, pontadas, vermelhidão e perturbações visuais, isso é porque o ômega 3 lubrifica as mucosas, protege as membranas celulares e é capaz de suavizar as secreções do corpo, incluindo as lágrimas, para que elas possam fluir normalmente; pesquisas também verificaram o potencial que essas gorduras têm de reduzir o risco de cataratas e a degeneração macular.

A melhor forma de consumir os ácidos graxos presentes na linhaça e no óleo de peixe para evitar a síndrome do olho seco é através de uma alimentação rica nesse tipo de gordura boa. Com a correria do dia a dia, muitas vezes é difícil consumirmos a quantidade ideal de ômega 3, para estes casos é indicada a suplementação com óleos de linhaça e peixe provenientes de fontes seguras e isentos de metais tóxicos.

Escolha incluir na sua dieta peixes de águas frias e profundas, como a anchova, o salmão, o arenque e a sardinha. O óleo de linhaça prensado a frio também é muito versátil e pode ser utilizado em qualquer prato, porém, em cápsulas você poderá obter todos os benefícios do ômega 3 necessários para uma boa saúde dos seus olhos.

E então, o que achou das dicas para evitar a síndrome do olho seco?

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#SaúdeOcularéVital

Referências
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3874521/
http://www.naturaleyecare.com/blog/dry-eye-omega-3-fish-oils/
https://www.eyeworld.org/article-omega-3-and-dry-eye