Em um mundo onde a informação está a um clique de distância, impressiona a quantidade de mulheres grávidas que não se alimentam adequadamente para garantir a saúde do bebê e a própria.

Um estudo publicado no “Journal of Family and Reproductive Health” avaliou os hábitos alimentares de 485 mulheres grávidas.

Os pesquisadores descobriram que apenas 1,9% delas atendiam às recomendações alimentares de frutas e vegetais para uma gravidez saudável.

Ainda de acordo com os pesquisadores, as grávidas sabem que a dieta é importante para o bom desenvolvimento do bebê, mas elas não têm certeza do que exatamente deve ser ingerido na dieta.

Estudos da “Foundation of Nutrition”, em Milão, na Itália, são categóricos: o consumo de frutas e vegetais pela mãe é absolutamente crucial para o bom desenvolvimento dos bebês.

Seguir uma dieta que inclua um equilíbrio de alimentos ricos em proteínas, gorduras saudáveis e carboidratos complexos pode garantir que o bebê cresça forte e saudável.

Além disso, as mulheres grávidas precisam de uma quantidade maior de certos nutrientes, a fim de evitar anormalidades de desenvolvimento e complicações na gravidez.

Mas por que as grávidas devem comer de forma diferente?

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Porque o bebê depende dos alimentos que as mães comem para receber suas calorias, proteínas, vitaminas, minerais e líquidos.

Veja como a alimentação influencia no desenvolvimento do feto:

1 – Desenvolvimento de órgãos:

Crescimento do coração, cérebro, pulmões, fígado, rins, estômago, intestinos e sistema nervoso do bebê. Todos esses órgãos e mais dependem de nutrientes como a vitamina D e cálcio para possam se desenvolver adequadamente;

2 – Desenvolvimento do cérebro:

Durante a gravidez, especialmente no último trimestre, o cérebro do bebê continuará a se desenvolver. Isso requer uma ingestão adequada de proteínas, ácidos graxos ômega 3 e outros nutrientes vitais.

3 – Peso ao nascer:

Poucas calorias ou restrição de nutrientes podem levar ao baixo peso ao nascer, afetando a saúde do bebê após o parto.

Por outro lado, a ingestão de muitas calorias vazias pode fazer com que seu bebê se torne muito grande, causando problemas no parto e uma maior chance de cesariana.

Pesquisas mostram que o ganho de peso excessivo em mães durante a gravidez (mais de 35 quilos) resulta em maior peso ao nascer do bebê.

Esta é a conclusão de estudos do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Metodista de Nova Iorque.

4 – Saúde mental:

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Pesquisas mostram que a dieta materna e a nutrição pós-natal podem afetar a saúde mental da criança. Em um estudo publicado no Jornal da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente, a maior ingestão de alimentos não saudáveis durante a gravidez previu problemas emocionais e comportamentais entre as crianças.

5 – Hábitos alimentares:

De acordo com uma pesquisa publicada no “The Journal of Law, Medicine and Ethics”, as escolhas alimentares durante a gravidez preparam o corpo do bebê para a aceitação de alimentos sólidos após o nascimento.

6 – Saúde a longo prazo:

Níveis inadequados de nutrientes maternos durante o primeiro trimestre de gestação da mãe, quando o embrião e a placenta passam por um processo de diferenciação e divisão celular, podem predispor o bebê a doenças crônicas na idade adulta, como diabetes, hipertensão, acidente vascular cerebral e doença coronariana.  Este foi a conclusão de uma pesquisa publicada no “Journal of Perinatal Education”.

Além disso, a maneira como a mulher come durante a gravidez afeta sua saúde e bem-estar.

Uma dieta pobre durante a gravidez pode levar a problemas digestivos, fadiga, azia, inchaço e cãibras nas pernas.

Já uma dieta saudável ajudará a prevenir o diabetes gestacional e o parto prematuro. Além disso, permitirá que a mãe se recupere mais facilmente após o parto.

E mais: pesquisas da Universidade do Colorado (EUA), mostram que certas deficiências de micronutrientes podem contribuir para o desenvolvimento da depressão pós-parto, especialmente baixos níveis de vitamina D, zinco e selênio.

Conheça agora os melhores alimentos para as mulheres grávidas

1 – Salmão selvagem

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A ingestão de ácidos graxos ômega-3, EPA e DHA, é de vital importância para o bom desenvolvimento neurológico e físico do feto.

O salmão selvagem contém estes ômega-3 vitais e muitos outros nutrientes importantes para a gravidez, incluindo vitamina D3, iodo, colina, vitaminas do complexo B, selênio e proteína. Saiba mais.

2 – Nozes e sementes

Nozes contêm proteínas, fibras, cálcio, magnésio, ferro, ácidos graxos ômega 3, folato e cobre.

As sementes também são ótimas fontes de proteína e fibra, que ajudam nas funções intestinais e do trato digestivo durante a gravidez.

As sementes de linho e as sementes de chia são excelentes fontes de ácidos graxos ômega 3 que não estão presentes nos peixes. E mais: estes alimentos com ômega 3 irão beneficiar sua pele, cabelo e unhas durante a gravidez. Saiba mais.

3 – Grãos

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Grãos integrais como aveia sem glúten, quinoa, arroz integral e cevada fornecem carboidratos complexos que são necessários durante a gravidez.

Estes grãos também contêm vitaminas do complexo B, que são vitais para o desenvolvimento do bebê e minerais como zinco, selênio e cromo.

4 – Iogurte grego e kefir

O iogurte grego contém probióticos, proteínas, vitamina D3, ácidos graxos ômega 3, cálcio e vitamina K2.

O kefir é outra forma de laticínio cultivado que contém boas bactérias, essenciais para a digestão e saúde em geral.

5 – Legumes frescos (especialmente folhas verdes)

Legumes são ricos em nutrientes e fibras e têm poucos carboidratos e calorias. Os vegetais de folhas verdes são especialmente benéficos porque são ricos em ferro, cálcio e vitamina K – três nutrientes importantes para mulheres grávidas. Você pode optar por espinafre, couve, rúcula, alface, couve e nabo nas suas refeições.

O brócolis é outro vegetal benéfico porque contém fibras, vitamina C, manganês e magnésio

6 – Frutas frescas

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Ao comer frutas frescas durante a gravidez, você estará ingerindo nutrientes como vitamina K, vitamina C, vitamina A vitamina E e fibras.

Entre as frutas com estas substâncias estão: mirtilo, morango, amora, framboesa, cereja, manga, mamão, pêssego, maçã, pera, tangerina e abacaxi. Você pode adicioná-las ao iogurte ou aveia no café da manhã, fazer um smoothie ou ingeri-las como lanche entre as refeições.

7 – Ovos

Os ovos, especificamente a gema, são uma excelente fonte de colina, o que é muito importante para o desenvolvimento fetal.

Pesquisas  da Universidade da Carolina do Norte (EUA), concluíram: mulheres que ingerem dietas com menor teor de colina têm um risco significativamente maior de ter um bebê com defeito no tubo neural do que mulheres que ingerem dietas com maior teor desta substância.  

Ovos orgânicos também contêm gorduras saudáveis, vitamina E, betacaroteno e iodo. Comer alimentos ricos em iodo durante a gravidez também é muito importante pois este mineral desempenha um papel importante no crescimento saudável e no desenvolvimento cerebral dos bebês.

8 – Carne

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Os aminoácidos da proteína são essenciais para o desenvolvimento do bebê, por isso, comer carne de boa qualidade é muito importante.

O ideal é comer pelo menos três porções, ou 75 gramas de proteína por dia. As melhores opções são peito de frango orgânico, peru orgânico e carne com animais alimentados com capim.

9 – Lentilhas

Lentilhas são uma excelente fonte de folato, que desempenha um papel crucial no desenvolvimento fetal. Estudos mostram que consumir alimentos com alto teor de folato durante a gravidez reduz o risco de o feto desenvolver defeitos cardiovasculares e do trato urinário, defeitos do tubo neural e fissura labial. Esses estudos foram publicados no “Journal of Pedriatic Neurosciences”.

E quanto aos suplementos?

Antes de comprar um suplemento, verifique se a empresa é idônea, se os produtos são livres de metais tóxicos e, em caso dos óleos, se eles foram extraídos pelo modo “prensado a frio”.

Veja o guia que preparamos para a escolha de um bom suplemento e abaixo os principais nutrientes que as grávidas podem suplementar:

Ômega 3:

A complementação da dieta das mulheres grávidas com EPA e DHA, pode beneficiar o desenvolvimento visual e cognitivo no bebê, além disso reduzir o risco de alergias. Saiba mais.

Cálcio:

O cálcio é essencial para o desenvolvimento fetal e para a construção dos ossos do bebê. A ingestão correta de cálcio durante a gravidez reduz o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer, perda óssea e pressão alta.

Vitamina D3:

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A deficiência de vitamina D3 é muito comum em mulheres grávidas e está associada a um risco aumentado de diabetes gestacional e pré-eclâmpsia.

Os riscos de baixos níveis de vitamina D3 para o bebê incluem baixo peso ao nascer, comprometimento do desenvolvimento do esqueleto, infecções respiratórias e doenças alérgicas nos primeiros anos de vida.

Ferro:

A suplementação de ferro é frequentemente recomendada durante a gravidez. Ele desempenha um papel essencial na transferência de oxigênio para os tecidos;

Folato (ácido fólico):

O folato ajuda a prevenir defeitos do tubo neural e anomalias graves do cérebro e da medula espinhal.

Agora que você já sabe quais nutrientes são bons para as grávidas, passe esse conteúdo para suas amigas. Assim elas também poderão se beneficiar, afinal compartilhar saúde é Vital!

Referências:
ncbi.nlm.nih.gov
draxe.com

 

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